Viagem no Tempo - Por Guilherme Henrique


Esta é nossa primeira postagem aqui no nosso Diário. Já começo pedindo desculpas pela falta de experiência (afinal tentamos ser de tudo aqui).

Começar uma história é sempre difícil. Encontrar as palavras certas, organizar a trama, enfim. O mais interessante é que sem perceber já estamos na metade da história. Então, irei começá-la assim:

Foi numa manhã de Junho que fiz uma viagem até meu primeiro lar desde que vim ao mundo, Doresópolis - MG. Uma pequena cidade escondida entre as colinas logo após o Mar de Minas. Acordei pela manhã e resolvi refazer meus passos de quando era moleque: caminhar até a porta da casa da Dona Nega e Sô Geraldo (costumo chamá-los de avós), pedir bença (culto benção) em seguida apoiar o pé na cerca do curral, olhar aquele pasto em formato de montanha à minha direita, e pedir para meu Tio Zé um café com leite tirado na hora. 
Bastou um simples gole e sentir o cheiro do café moído para que repassasse toda minha infância em minha mente em apenas uma fração de segundo. É simplesmente incrível o que as memórias olfativas guardam.
É notável o quanto a vida mudou com o passar dos anos, troquei o chinelo com prego por botas brogue, no lugar da bermuda de moletom (até porque não usava camisa), uma camiseta quase sempre preta e calça jeans slim, o leite tirado na hora por uma caixa de conservantes, o ar limpo e puro pelo CO2 respirável. Não entenda mal, a vida urbana tem seu charme e suas oportunidades. 

Explorar o novo é essencial para manter a alma viva, mas é importante não se esquecer de nossas origens.

Por que eu estou compartilhando isso? Podemos mudar a qualquer momento se quiser, mas origens moldam nossos valores e o que somos hoje.

A história até aqui foi longa, luto e rezo todos os dias para que esteja longe de acabar. 

Deixo com vocês alguns registros.


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